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Mercado de máquinas da linha amarela no Brasil: números de 2025 e o que esperar de 2026

Atualizado em 19/10/2026 · 7 min de leitura · Equipe Atacado Vedações

Neste artigo
  1. Quanto a linha amarela vendeu em 2025
  2. O que esperar de 2026
  3. Locação: peso crescente, mas ainda menor que lá fora
  4. Os números da Anfavea e da Abimaq
  5. A frota: idade, máquinas paradas e usadas
  6. O que isso significa para manutenção e peças de reposição
  7. Perguntas frequentes

Segundo o Estudo Sobratema, o Brasil vendeu cerca de 34,3 mil máquinas da linha amarela em 2025, 1% a menos que as 34,8 mil de 2024. Em julho de 2026, a entidade revisou a projeção para 2026 para 35.843 unidades, alta de 4%, puxada por pás carregadeiras e escavadeiras. A Anfavea, que mede as máquinas rodoviárias com outra base, contou 37 mil unidades em 2025 e projeta 35,3 mil em 2026. Para quem cuida de manutenção, três números importam mais que o total de vendas: a maior parte das frotas tem até 10 anos, a parcela de máquinas paradas subiu e o estoque de máquinas usadas no país é estimado em 90 mil a 120 mil unidades.

Quanto a linha amarela vendeu em 2025

A Sobratema publica o Estudo do Mercado no fim do ano e faz uma revisão no meio do ano, no evento Radar Tendências (em 2026, em julho). Os números de 2025 abaixo são os do estudo apresentado em dezembro de 2025, com o ano quase fechado.

EquipamentoVendas em 2025Variação sobre 2024
Retroescavadeiras10,5 mil-5%
Escavadeiras hidráulicas8,1 milEstável
Pás carregadeiras5,7 milEstável
Motoniveladoras2.193Não informada
MinicarregadeirasNão informado+21%
Caminhões fora de estradaNão informado+23%
Total da linha amarela34,3 mil-1%
Todos os equipamentos (inclui guindastes, plataformas, concreto e caminhões rodoviários)56,7 mil-2%

O dado de motoniveladoras vem da revisão de julho de 2026, que cita 2.193 unidades no exercício anterior. A projeção de julho de 2026 (35.843 unidades com alta de 4%) indica uma base de cerca de 34,5 mil em 2025, muito perto da estimativa de dezembro.

Duas leituras ajudam a entender o tamanho do mercado. Primeiro, retroescavadeiras, pás carregadeiras e escavadeiras somam em média 76% das vendas da linha amarela desde 2019, segundo a Revista M&T. Segundo, 2025 foi mais um ano acima de 30 mil máquinas, patamar que a Sobratema espera manter em 2026 pelo sétimo ano seguido. O recorde recente foi 2022, com quase 40 mil unidades. Depois dele, as vendas caíram 18% em 2023, subiram 14% em 2024 e ficaram praticamente estáveis em 2025. É um mercado que oscila com juros e obras públicas, mas não sai de um patamar alto.

O que esperar de 2026

Em dezembro de 2025, a Sobratema projetava alta de apenas 1% para a linha amarela em 2026. Em julho de 2026, com o primeiro semestre na mão, a projeção subiu para 4%. A revisão por equipamento ficou assim:

EquipamentoProjeção para 2026 (jul/2026)Variação e comparação
Retroescavadeiras10.500-2%, ante 10.706 previstas em outubro de 2025
Escavadeiras8.800+7%, acima das 8.200 previstas antes
Pás carregadeiras6.500+12%, acima das 5.812 previstas antes
Motoniveladoras2.1930%, mesmo patamar de 2025
Rolos compactadores2.700+10%
Tratores pesados790-7%
MiniescavadeirasNão informado-4%
Total da linha amarela35.843+4%
Todos os equipamentos58.611+4%

No primeiro semestre de 2026, as compras se dividiram assim por setor: setor público 23%, construção pesada 22%, locação 19%, construção leve 14%, agro e florestal 12% e mineração 10%. Cerca de 39% das aquisições foram feitas com capital próprio e só 17% com CDC. O estudo de julho trabalhou com a projeção de Selic de 13,75% para o ano, feita pelo Bradesco. Juro alto segue como um dos freios da renovação de frota.

Locação: peso crescente, mas ainda menor que lá fora

A locação respondeu por 19% das compras do primeiro semestre de 2026. Mesmo assim, a maioria das construtoras ainda aluga pouco: na pesquisa da Sobratema, 58% alugam até 10% dos equipamentos que usam nas obras, 17% alugam de 11% a 25%, outros 17% alugam de 25% a 50% e 8% alugam mais da metade. Em mercados mais desenvolvidos, a locação responde por 40% a 45% do uso de equipamentos. Para a manutenção, isso significa que a maior parte das máquinas em obra ainda é da própria construtora, que mantém oficina ou terceiriza o serviço, enquanto as locadoras ganham espaço nas compras de máquinas novas.

Os números da Anfavea e da Abimaq

A Anfavea publica o balanço das máquinas rodoviárias (de construção) junto com o das agrícolas. No balanço divulgado em 15 de abril de 2026:

  • As vendas de 2025 ficaram em 37 mil unidades, no mesmo patamar de 2024 e 2 mil abaixo do recorde de 2022.
  • As exportações subiram 17,8%, para 17,1 mil máquinas.
  • As importações passaram de 20 mil unidades, alta de 10%, e mais de 16 mil vieram da China.
  • Para 2026, a projeção é de 35,3 mil unidades vendidas (-4,7%) e queda de 10,7% nas exportações.

Sobratema e Anfavea não batem porque usam bases e recortes de equipamento diferentes. Compare sempre a variação de cada série com ela mesma, e não o número de uma com o da outra.

A Abimaq olha a indústria de máquinas como um todo, não só a linha amarela. Em 2025, a receita líquida do setor foi de R$ 299 bilhões (+7,3%), e os importados chegaram a 46% do consumo de máquinas no país, cerca do dobro de uma década antes. As máquinas chinesas responderam por 32,5% das importações.

A frota: idade, máquinas paradas e usadas

Idade

Na pesquisa da Sobratema com compradores de máquinas, divulgada em julho de 2026, 39,1% das empresas disseram operar equipamentos com até 5 anos, 43,5% com 5 a 10 anos, 13% com 10 a 15 anos e 4,3% com 15 a 20 anos. Ou seja, mais de 80% das empresas operam frotas de até 10 anos, e a faixa de 5 a 10 anos é a mais comum. Os estudos consultados não publicam idade média nem horas trabalhadas da frota nacional.

Máquinas paradas

A frota parada média subiu para 18% em 2025 (média ponderada), contra 11% em 2024. Em 2017, chegou a 50%. O setor considera aceitável até 20%. Em julho de 2026, 39% dos usuários diziam trabalhar com até 10% da frota parada e 21% com até 20%. Ainda em 2025, só 49% das empresas de construção disseram que a frota cresceu entre janeiro e setembro, contra 71% em 2024.

Usadas

O mercado de seminovos é estimado entre 90 mil e 120 mil unidades no Brasil, segundo a Maquinalista, citada pela Revista M&T. A locadora Armac, que tem 18 lojas de seminovos e se apresenta como a maior rede do segmento na linha amarela, estima esse mercado em pelo menos R$ 18 bilhões por ano. Na pesquisa de julho de 2026, 60,9% dos compradores disseram vender suas máquinas usadas pelos próprios canais.

O que isso significa para manutenção e peças de reposição

  1. A demanda se concentra em três famílias. Retroescavadeiras, escavadeiras e pás carregadeiras são cerca de três quartos das vendas. É nelas que estão a maior parte dos cilindros a reformar e dos kits de vedação a ter em estoque.
  2. A faixa de 5 a 10 anos é a mais comum nas frotas. São máquinas fora da garantia de fábrica, com horas acumuladas, em que retentores, raspadores e anéis-guia entram no plano de manutenção. Use um checklist de manutenção preventiva dos cilindros por horímetro.
  3. Máquina parada também se desgasta. Com 18% da frota parada, parte dessas máquinas volta ao serviço depois de um tempo no pátio. Antes de religar, inspecione hastes expostas, vazamentos e o nível e o estado do óleo.
  4. Usada pede avaliação dos cilindros. Com um estoque de 90 mil a 120 mil seminovos, comprar usada é rotina. Veja como avaliar os cilindros antes de fechar negócio.
  5. Mais marcas na frota, mais cuidado na identificação. Com mais de 16 mil máquinas rodoviárias importadas da China em 2025, segundo a Anfavea, oficinas e frotistas lidam com mais marcas e modelos. Identifique o kit pelas medidas e pelo número de série, como mostramos em como identificar o kit de vedação certo.
  6. Sem dado público de horas, use o seu. Os estudos de mercado não publicam horas trabalhadas da frota. O horímetro de cada máquina é o melhor indicador para planejar a troca de vedações.

A Atacado Vedações trabalha com kits compatíveis para as máquinas que dominam essa frota em uso, com pronta entrega e envio para todo o Brasil. Para saber quais delas são fabricadas no país, veja o artigo sobre as fábricas da linha amarela no Brasil.

Perguntas frequentes

Quantas máquinas da linha amarela foram vendidas no Brasil em 2025?

Cerca de 34,3 mil, segundo o Estudo Sobratema de dezembro de 2025, queda de 1% sobre as 34,8 mil de 2024. A Anfavea, com outra base, contou 37 mil máquinas rodoviárias vendidas em 2025.

Qual a previsão de vendas de máquinas da linha amarela para 2026?

A Sobratema revisou em julho de 2026 a projeção para 35.843 unidades, alta de 4%. Pás carregadeiras (+12%) e escavadeiras (+7%) puxam o crescimento, enquanto as retroescavadeiras devem cair 2%. A Anfavea projeta 35,3 mil máquinas rodoviárias, queda de 4,7%.

Qual máquina da linha amarela mais vende no Brasil?

A retroescavadeira. Foram cerca de 10,5 mil unidades em 2025, à frente das escavadeiras (8,1 mil) e das pás carregadeiras (5,7 mil), segundo a Sobratema.

Por que os números da Sobratema e da Anfavea são diferentes?

As duas entidades usam bases de dados e recortes de equipamento diferentes. Por isso o melhor é comparar a variação de cada série com ela mesma ao longo dos anos.

Fontes consultadas

  1. Revista M&T, ed. 306 (ago/2026): Mercado brasileiro de máquinas se mantém estável
  2. Revista M&T (24/07/2026): Vendas de máquinas de linha amarela devem crescer 4% em 2026, aponta Estudo Sobratema
  3. Revista M&T, ed. 300 (dez/2025): Um ano de expectativas ajustadas
  4. Siderurgia Brasil (04/12/2025): As perspectivas de equipamentos da linha amarela para 2026
  5. Broto Notícias (04/12/2025): Vendas de máquinas de linha amarela devem fechar 2025 estáveis, aponta Sobratema
  6. Construa Negócios (15/04/2026): Setor de máquinas registra entrada recorde de importados em 2025 (dados Anfavea)
  7. CNN Brasil (28/01/2026): Vendas da indústria de máquinas sobem 7,3% em 2025, afirma Abimaq
  8. Revista M&T (31/03/2026): Armac atinge receita de R$ 2 bilhões

Marcas citadas pertencem aos seus fabricantes. A Atacado Vedações comercializa kits compatíveis de reposição.

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